Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011

Eternidade, Capítulo 31

«– Não voltas?
– É contigo – responde Damen, olhando para mim. – Ainda me odeias, Ever? – pergunta.
Abano a cabeça e continuo a estudar‑lhe os olhos.
– Amas‑me? – pergunta Damen.


Volto a cabeça, desviando o olhar. Sabendo que sim, que o amo com todo o meu ser, com cada cabelo, com cada célula da pele, com cada gota do meu sangue, que estou prestes a rebentar de um amor que ferve mas que eu não consigo confessar. Mas, mais uma vez,
se ele pode ler os meus pensamentos, eu não terei de o dizer. Ele saberá.


– É sempre mais agradável falado – diz Damen, ajeitando‑me o cabelo atrás da orelha e encostando os lábios à minha face. – Quando
decidires, sobre mim e sobre seres imortal, diz o que tens a dizer e eu aparecerei. Tenho toda a eternidade pela frente. E verás que
sou bastante paciente. – Com um sorriso, Damen mete a mão no bolso e mostra‑me a pulseira de prata com arreios que me comprou
no hipódromo. A pulseira que eu lhe devolvi, atirando‑a contra ele no parque de estacionamento da escola. – Posso? – pergunta, esboçando
um gesto.
Digo‑lhe que sim, com um aceno de cabeça, a sentir um aperto na garganta que me impede de falar, vendo‑o fechar a pulseira em 250
torno do meu pulso, antes de me pegar no rosto com as palmas das duas mãos. Para depois, afastando a franja, pousar os lábios na minha
cicatriz, inundando‑me com todo o amor e todo o perdão que eu sei não merecer. E quando tento afastar‑me, ele segura‑me com
mais força e diz‑me:


– Tens de perdoar‑te a ti própria, Ever. Não és responsável por
nada do que aconteceu.
– Que sabes tu? – contraponho, mordendo o lábio.
– Sei que te censuras por uma coisa de que não tiveste culpa. Sei que amas a tua irmã com todo o coração e que perguntas a ti própria todos os dias se estás a fazer o que deves ao encorajá‑la a visitar‑te. Eu conheço‑te, Ever. Sei tudo sobre ti. Volto‑me, o rosto molhado por lágrimas que não quero que ele veja.

– Nada disso é verdade. Enganaste‑te. Eu sou uma anormal e acontecem coisas más a todas as pessoas com quem estou em contacto, apesar de ser eu a merecê‑las. – Abano a cabeça, sabendo que também não mereço ser feliz nem este tipo de amor.

 

Damen puxa‑me para os seus braços e o toque que sinto é calmo e tranquilizador mas incapaz de apagar a verdade.»

 

Porque chegará um dia em que teremos de pesar as nossas decisões e aprender a perdoar-nos a nós mesmos e aos outros para então podermos de novo continuar a nossa caminhada.


publicado por dream às 17:16
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